Ano: VII / Nº 33 - Miguel Calmon, setembro de 2008

Você sabe votar?

Por Vírus
Setembro de 2008

Não permita que seu voto beneficie os maus políticos, por isso é bom lembrar:

• Escolha bem seu candidato, não precisa se precipitar;

• Procure saber seu passado , onde mora, sua família, sua escolaridade, com quem anda, o que faz (sua profissão); «

• Avalie seu patrimônio e seus bens. E compatível com sua profissão? Como conquistou?

• Por que se envolveu com a política? (Não aceite qualquer resposta).

• Quais são seus projetos? Têm fundamento? (se não tem projetos, não se iluda). O que ele pretende fazer pelo desenvolvimento da cidade, saúde, esporte, educação, lazer, geração de empregos?

• Tem passado sujo? Responde algum processo por crime eleitoral? As evidencias são fortes?

• O que prometeu, cumpriu?

• Governa só para quem vota nele? E perseguidor?

• Já participou de algum movimento social?

• Não vote porque é amigo, parente, vizinho ou porque já lhe fez algum favor ou porque papai ou mamãe mandou. Vote com consciência e saiba que NÃO SE PAGA FAVOR COM VOTO. Afinal, quem ganha mais: você que vota nele ou ele que terá o poder nas mãos?

Então, não seja mais uma vez enganado. Se nenhum dos candidatos foi aprovado com essas simples indagações, vote nulo, mas não compactue com essa mediocridade e corrupção. Votar é coisa séria! Será mesmo que você já sabe votar?

Manifesto número 1 de comemoração dos 7 anos do Jornal Vírus. Setembro/2008

Seu voto é livre, é seu!

Por Vírus
Setembro de 2008

Alguns políticos tentarão comprar o seu voto. Mais do que isto tentarão comprar a sua consciência. Eles oferecem sacos de cimento, tijolos, consultas e exames médicos, dentaduras, óculos, vantagens na administração pública quando se elegerem e até dinheiro em espécie.

Mas, você é livre. E livre para escolher quem vai comandar os destinos da sua cidade pelos próximos quatro anos.

E aí, você se pergunta: Vale a pena vender quatro anos de sua vida, vender o seu destino? O seu voto é livre e secreto. Quando estiver votando, você estará só. Apenas você, a urna eleitoral e a sua consciência.

Editorial

Por Marcelino Pintho
Setembro de 2008

Esse é um mês decisivo para nossas vidas. A cidade ferve. Somos todos Homo Politicus, uns mais que outros, mas todos emitimos ou omitimos uma opinião. A Polítika Calmonensis vive um dilema entre diversão e conteúdo. Isso divide os apaixonados por essa arte em tribos, bandos e partidos. Há políticos muito bons em conteúdo, mas que acaba sendo para poucos porque são muito ruins de voto, outros, excelentes como atores, mas ocos no quesito conteúdo, peritos em enrolação. Alguns outros se municiam das piores virtudes, são fingidos, dissimulados, cínicos. Outros lutam em nosso favor e há aqueles que dão sua vida e perdem a dignidade em favor de privilégios ocultos. E onde nós entramaos nisso tudo? É com uma baita alegria que o Vírus completa com esta edição, seu sétimo aniversário. É muita coisa caro leitor. Tivemos um trabalho danado e esperamos que, vez ou outra, tenha produzido em você o brilho e esperança que produz em nós a cada edição.

Para comemorar essas sete velinhas,preparamos uma série de textos, crônicas, charges de gente da casa,colaboradores e anunciantes. São pequenas crias que representam o mosaico de opiniões e estilos que nesses anos todos têm feito a diferença,muita que representam o mosaico de opiniões e estilos que nesses anos todos têm feito a diferença,muita diferença! E nos dá a certeza de que apostamos certo! Temos muito orgulho da nossa história. Dizer isso equivale a prometer que cuidaremos bem desse Pasquinzinho que mudou nossas vidas e divertiu, chateou,mudou e incomodou muita gente. Nosso obrigado pela companhia. Boa leitura.

Marcelino Pintho

Palavras Repetidas

Por Romilson BarSan
Setembro de 2008

[... Como sabe que se falhou, Se não sabendo como não falhar? Mas então porque se falha? Mas então porque se falha? E se sabe que se falha é realmente ignorar como se não falharia? Sabemos de outros que não falharam, Porque sabemos então neles o que é não falhar]. "... Somos a resposta exata do que a gente perguntou Entregues num abraço que sufoca o próprio amor Cada um de nós é o resultado da união de duas mãos coladas numa mesma oração]"
Raul Seixas

Em 2008 como todos sabemos é ano eleitoral, ano em que o poder retorna a nossas mãos para atribuirmos novamente a quem possa nos representar, o fato de atribuirmos o poder alguém não nos exime da responsabilidade sobre os atos de nossos representantes é preciso acompanhar o que esta sendo feito ou deixando de ser, mais muitos preferem dizer que não querem saber de nada, não querem fazer nada, senhoras, senhores não fazer nada é a pior forma de fazer política, porque não fazer nada é optar por deixar as coisas como estão, vamos reclamar, elogiar, sugerir, participar, a opção de nada fazer só contribui para engrossar o partido dos que não querem que as coisas mudem e tem muita gente que não quer que mude, tem gente demais interessada na continuidade do sistema. Em fatos, essa será a mais concorrida das buscas por uma cadeira política dos últimos tempos. Dessa vez não será apenas um, nem dois, mas três.

Varias opiniões, varias mentes, e três consciências a aguçar a cadeira maior. Cada um de nós é o resultado... Somos o fator principal para essa grande soma. O trabalho que se espera de um político é mudar o país para melhor, ou seja, produzir efeitos que beneficiem toda a sociedade. Seus interesses privados não podem se sobrepor à missão para a qual foi eleito. O eleitor, por sua vez, ao escolher com critérios um determinado candidato, está acreditando que as estruturas são passíveis de mudanças. E o que se espera de um político é uma coerência entre o que prega e o que faz. Usaremos nossa força maior, o voto. É nele que construiremos a nossa sociedade, nossa cultura e nossa liberdade de expressão.

Por: Romilson BarSan

LULA - QUERO FORNICAR

Por Vírus
Setembro de 2008

O Lulla já estava deitado na cama , quando D. Marisa começa a abraçá-lo, einsiste murmurando umas palavras que aprendeu com as 'intelectuais' do PT: - Lu, eu quero fornicar... Eu quero fornicar., sua galega quer fornicar...Lulla se mostra indiferente e não dá atenção a ela.

Mas Marisa insiste, dengosa e % amorosa:- Luuuulla, eu quero fornicaaar... Eu quero fornicaaaaaaaar...Então, ele já . nervoso e aborrecido, vira-se parai ! Marisa e diz:

- Chega, Marisa!!! Eu !já lhe dei o MASTERCAR, o OUROCAR, o CREDICAR e até o CARTÃO CORPORATIVO! Agora se vira pra conseguir esse FORNICAR!

Cadê Miguel Calmon?????

Por Gabriel Júnior
Setembro de 2008

O presente trabalho faz uma análise cultural a partir das atividades desenvolvidas pela Administração Municipal bem como aquelas apoiadas por ela.

Iniciarei retornando a semana do são joão, quando o Detran-BA entregou alguns brindes durante o período festivo. Para quem não consegue recordar, citarei algumas lembranças entregues pelo órgão estadual: fitinhas alusivas ao trânsito, panfletos educativos, lixeiras (que se colocam na marcha dos veículos) além de outros. Recordam o que estava escrito na lixeirinha plástica que foi entregue? Havia o nome de alguns municípios que fazem são joão, como é o caso de Senhor do Bonfim, Amargosa e até a vizinha Piritiba (tentando ressuscitar sua festa junina). Pasmem leitores, o Detran veio entregar brindes em nossa cidade e não havia o nome de Miguel Calmon na lixeirinha plástica. A partir daí vimos o quanto nossa cidade tem prestígio.

Após uma breve análise do evento junino, questiono o leitor sobre o que tem sido realizado em Miguel Calmon para manter os costumes, o folclore e cultura do município? Absolutamente nada ou quase nada.

E afirmo que grande parte da comunidade possui a mesma impressão. São ações pontuais, irrelevantes c que não proporcionam o desenvolvimento da arte calmonense. Estamos aniquilando nossos eventos folclóricos em prol de um São João mal estruturado, mal planejado e não participativo, onde bandas como "Calcinha Preta" e "As Panteras de Jacobina" ainda conseguem tocar. Porém não me aprofundarei no evento junino, pois vocês já conhecem com muita propriedade.

Saindo do mês de junho, vamos fazer uma viagem aos eventos culturais de Calmon City. Quais são os outros fatos alusivos à cultura calmonense?

São eles: Festa de Reis; Carnaval (aos moldes antigos), Semana Santa, Jegada e cavalgada; semana cultural, é a maior piada; mostra de fotografia, é uma brincadeira; cinema na praça, não existe; recital de poesias, só existe quando alguns poucos fazem por conta própria; musica na praça, vale a força de vontade dos poucos músicos calmoncnses; quadrilha nos bairros, morreu na década passada. Quase toda cultura do município está morrendo, com exceção da jegada e cavalgada que todo ano mostra sua grandiosidade pelas ruas da cidade.

A festa de Reis ainda não foi enterrada pelo grande força de vontade de Chorrolão, que perambula pelas ruas e avenidas da cidade mostrando a identidade da festa de Reis, porém sem o mínimo de apoio da Administração Municipal e da comunidade. Tenho grande admiração pela força de vontade deste Senhor que ainda consegue forças para manter essa tradição, apesar do número reduzido de participantes, onde outrora existiam muito mais integrantes.

O Carnaval calmonense, muito famoso na região, havia sido enterrado na década passada porém ainda mostra força de vontade ao estremecer dentro de seu túmulo, tentando renascer das cinzas. Lembro-me bem dos blocos que alegravam as ruas da cidade, Brasil Samba Negro, Donzelas, Reunião, Negrinhas, Mascaradas, além de outros. O famoso dodge que transitava pelas ruas da cidade com uma ruma de homens em cima, provocando risos nos cidadãos que prestigiavam o evento. Após essa pequena viagem precisamos tentar aos poucos trazer tudo isto novamente a realidade. No entanto precisa-se que a administração pública faça algo, pois o evento é participativo e não traz muitas despesas ao município.

Não poderei me alongar muito, pois se assim fizesse utilizaria todas as páginas desta edição do Vírus para falar da nossa cultura.

Diante do que foi citado, conclui-se que a cultura é de suma importância para a humanidade, e principalmente Miguel Calmon no contexto trabalhado, visto que foi relatado a produção cultural local. No entanto é notório o descaso da comunidade calça-curta e principalmente da Prefeitura; Pois esta é a principal responsável pela manutenção, auxilio e reprodução do conhecimento produzido pelos atores locais. Sugiro que a Secretaria de Cultura do Município seja mais participativa, deixando de lado as picuinhas, ciúmes e a politicagem e trabalhe em parceria com o povo, sendo assim faremos de Calmon City uma cidade melhor, promissora e democrática, independente do grupo político que a administre. ■

Gabriel Júnior (Alemão)

Entrevista

Por Vírus
Setembro de 2008

Entrevista Vírus: Carlos Roberto Cláudio Brandão.

Hoje, 23 de junho de 2008, estamos aqui com Carlos Roberto Cláudio Brandão, diretor geral do Detran-Ba.



Vírus: Quem é Roberto?

Brandão: Eu sou componente da família de Zé Cláudio, tenho muita honra de ser neto de José Cláudio. Estudei a minha vida inteira no Colégio da Polícia Militar, passava as férias aqui, saí oficial e posteriormente me formei em Administração de Empresas e Direito, sou Procurador do Estado há 8 anos, exercendo agora no governo Wagner a direção do Detran.

Vírus: O que o levou a escolha dessa profissão?

Brandão: Olha, inicialmente aquela opção de pessoa de família humilde. A Corporação, a Polícia Militar, oferecia um emprego já no estudo e isso me fez ingressar na PM. A vocação, na verdade foi a dificuldade de uma família de classe média baixa que pretendia dar uma formação mais disciplinada aos filhos.

Vírus: Na sua trajetória, quais as dificuldades enfrentadas?

Brandão: As maiores dificuldades, por incrível que pareça, foram de ordem política. Nós vivemos num Estado onde havia uma ditadura velada, do Carlismo, e eu fui uma das pessoas que sofrem muito por discordar do Carlismo e por não professar essa ideologia, se assim podemos chamar, de uma espécie de ditadura onde ele era o grupo, era o senhor da verdade e o senhor da razão no Estado.

Vírus: O que o trouxe a Miguel Calmon nesse São João?

Brandão: E resgate. Resgate de afeto, de família, de amor filial e de buscar as origens. Miguel Calmon faz parte da minha vida porque sempre foi uma terra que acolheu a mim e aos meus irmãos no afeto da família. A gente tem amor por Miguel Calmon como se aqui nascesse e aqui vivesse. É o resgate de raízes.

Vírus: O que tem achado da festa?

Brandão: Tenho achado principalmente a oportunidade de a gente rever amigos. Miguel Calmon no São João parece uma grande sala de amigos que se encontram e se reencontram. A fuga da violência, a fuga do desencontro. Aqui a gente vê pessoas que não vê há muitos anos. Isso é o que nos faz voltar aqui sempre.

Vírus: Como você avalia a vitória de Wagner para a Bahia?

Brandão: Eu acho que é buscar novos horizontes. O Wagner representa uma mudança radical de uma política que tinha donos, o Estado tinha donos, e Wagner resgata a Bahia para os seus verdadeiros donos que são os cidadãos.

Vírus: Que circunstâncias o levaram a ser Diretor Geral do Detran?

Brandão: Eu já tive uma passagem no Detran. A formação de oficial da Polícia Militar nos faz muito próximos do Detran. Eu já tive a oportunidade de ser diretor de uma Ciretran, a Ciretran de Santo Amaro da Purificação, e agora com o governo Wagner eu fui indicado por um deputado, que é amigo nosso, um deputado da PM, o capitão Tadeu, que fez a indicação ao governador. Ele me entrevistou e fez a minha nomeação como Diretor.

Vírus: O que mudou na sua área, especificamente, no atual governo?

Brandão: Mudou muito naquele aspecto da ausência do protecionismo, do tráfico de influências. Antigamente os que professavam a ideologia do Carlismo tinham a orientação de que pra uns nada e para outros, tudo. Você perseguia quem não participava do grupo Carlista e dava tudo, inclusive a ilegalidade, a quem pertencia ao Carlismo. Então, hoje a gente vê um Estado diferente c essa foi a nossa grande conquista. Poder exercer a profissão com liberdade. Com aquele senso de que os privilégios acabaram. Existe o Estado de Direito que tem que ser respeitado.

Vírus: Eu sei que nessa sua área, muitas dificuldades existem.

Brandão: Existem, sim.

Vírus: Seria possível nomear algumas dessas dificuldades que você enfrenta para alcançar os seus objetivos dentro do Detran?

Brandão: Eu bato naquela mesma tecla: o grande problema que nós enfrentamos é a política. Eu entendo que o político, ele deve representar os interesses do cidadão e não os interesses pessoais e o Detran sempre teve a pecha, o peso de ser um órgão onde a corrupção se praticava de forma desenfreada porque se praticava o clientelismo e ainda se pratica, não é? Apesar da orientação do governador de uma isenção na condução dos processos ainda existem aqueles políticos que ainda não aprenderam e acham que o Detran é o lugar onde se dá carteira de motorista, onde se licencia o veículo irregularmente e o Detran não dá carteira de motorista, ele habilita condutores que passam por um processo de qualificação para dirigir um veiculo.

Vírus: Por que a estrada que liga Miguel Calmon a Jacobina chegou a essa situação?

Brandão: A estrada de Miguel Calmon a Jacobina é somente uma demonstração do que o Estado da Bahia passou esse tempo todo com essa política que, graças a Deus, está ultrapassada. Os privilégios, os recursos eram endereçados para determinados grupos, onde não existia a força política, existia o descaso, o abandono, não é? Essa estrada nada mais é do que o resultado do abandono que o Estado passou nesse período todo porque as beneficies eram endereçadas a um determinado grupo político.

Vírus: Qual a previsão para a recuperação dessa estrada? Você acha que ainda vai demorar muito?

Brandão: Eu acredito que não porque, eu não pude vir na época, mas o governador Wagner esteve aqui e autorizou a reforma e eu tenho sempre essa esperança e essa certeza: se ele autorizou é porque vai sair. E eu espero que em bem pouco tempo a gente possa estar aqui numa estrada digna para os calmonenses e para a região.

Vírus: Qual é o perfil, para você, imprescindível a um Chefe de Estado?

Brandão: Eu acho que ele tem que ser, acima de tudo, leal. Ele não deve ter a política, embora eu entenda pouco de política, como um meio de satisfazer a seus anseios pessoais, mas ter a ideia de que ele recebeu uma delegação do cidadão para que possa transformar a administração do Estado em alguma coisa voltada para o cidadão, principalmente os mais humildes.

Vírus: Por que você foi perseguido por ACM?

Brandão: Porque eu tive a coragem de enfrentar, de não cumprir as determinações e demonstrei a minha independência pessoal, embora eu não tenha a independência econômica. Eu fui formado numa família em que havia um respeito pelas pessoas e pelas instituições e a gente nunca teve receio de enfrentar os poderosos.



Vírus: Qual o episódio que culminou com essa postura de perseguição de ACM?

Brandão: É, eu tive desde a minha formação no curso médio, eu sempre fui liderança estudantil. Fui diretor de um grêmio no Colégio da Policia Militar, fui presidente do Clube dos Oficiais da Policia Militar, Diretor do Centro Acadêmico da Academia da Polícia Militar e aprendi a defender direitos e caí naquela história de lutar por salário digno para PM. Fizemos uma greve, e em razão dessa greve, fui perseguido porque fui o líder. Fiquei preso 54 dias por ordem desse governador, mas nada impediu que a gente alcançasse os objetivos.

Vírus: Tem algum arrependimento disso?

Brandão: Não, não. Eu me arrependo pelo que eu não fiz, não é? (risos). Deveria ter feito mais.

Vírus: O que você poderia ter feito mais?

Brandão: Ter tido mais coragem de enfrentar. Porque de certa forma quando a gente constitui uma família, a gente se impõe limites, mas eu queria ter uma liberdade maior, não ter compromissos para poder enfrentar uma luta com mais afinco, com mais denodo.

Vírus: Em relação a política brasileira, você c otimista ou pessimista?

Brandão: Ah, a minha vida sempre foi de otimismo. Eu acho que apesar dos pesares, apesar dos políticos que nós temos aí, nós temos que ter esperança. O Lula tem mostrado ao país que o cidadão que não teve oportunidade de estudar, a cultura daquelas pessoas que acham que o estudo está acima de tudo, o estudo é importante, mas quem não teve oportunidade de estudar tem condições de crescer com experiência de vida, administrar um país desses, como Lula está administrando, com algumas deficiências, é verdade, mas principalmente próximo do cidadão, próximo do povo que o elegeu.

Vírus: O que o Detran tem buscado fazer para mudar o estado caótico do trânsito na Bahia?

Brandão: A gente tem trabalhado com o binómio: educação e fiscalização. A educação como base de tudo, da formação do cidadão. A fiscalização porque vivemos numa sociedade que ainda não está educada suficientemente. Ela só entende a educação conjugada com coação e, infelizmente, o trânsito tem que bulir na parte mais sensível do ser humano que é o bolso. Educação só, não basta porque os cidadãos ainda não sabem o que é cidadania plena, não sabem o que é respeito aos direitos dos outros, resistem c acham que a lei só deve ser aplicada para os outros, pra si não e nem para seus filhos e a sua família. Então falta muito de cidadania, de consciência cidadã.

Vírus: Quais foram os critérios utilizados por você para mudar o quadro de funcionários do Detran?

Brandão: Nós utilizamos o critério eminentemente técnico. Não nos preocupamos com a ideologia politica dos funcionários que pertenciam, que pertencem ainda ao Detran. Porque a ideologia é um direito do cidadão. A gente teve o cuidado de analisar as condições técnicas. O cidadão tinha condições, tinha responsabilidade, se dedicava, não nos importa que ele tenha sido Carlista, ou seja Carlista, ou professe qualquer outra ideologia porque é um direito do cidadão. Agora, estamos tendo muito cuidado no profissionalismo, na ética e no interesse de servir ao cidadão. Vírus: Você tem tido alguma informação de que o chefe do Detran daqui tem sido relapso nas suas atividades? Brandão: Não. Nós temos tido até informações de que ele tem procurado corresponder. Agora, é muito difícil para mim , pessoalmente fiscalizar porque são 177 Regiões de Trânsito e 33 Circtrans. Mas temos tido um acompanhamento diuturno e procurado modificar aqueles que não correspondem porque a orientação que temos e que praticamos é excelência do serviço público. O cidadão é o alvo c para ele é que têm que ser voltada todas as ações de uma repartição pública e o Detran não foge à regra.

Vírus: Que tipo de orientação você daria ao cidadão que tenha alguma queixa, denúncia, cm relação aos serviços de trânsito?

Brandão: Eu sempre aconselho o exercício da cidadania plena. Nós temos o sistema de Ouvidoria do Estado, onde o cidadão não precisa se identificar para sc queixar das repartições públicas. Então aconselho que ele procure a Ouvidoria do Estado, a Ouvidoria do próprio Detran, dizendo o que acontece no seu município c sc aqui em Miguel Calmon estiver acontecendo, informe, porque o Detran e nós, como dirigentes, teremos obrigação de modificar. Essa semana fizemos modificações cm algumas Circtrans. a exemplo de Jacobina, porque o processo de habilitação não estava sendo feito dentro da ética, da moral da técnica, então tivemos que modificar para que possam ser ajustadas as nossas peças.

Vírus: Você acha que Wagner está à altura para fazer as mudanças que a Bahia precisa?

Brandão: Eu tenho certeza porque o governador Jacques Wagner é fruto de um anseio do cidadão de mudança. Ele precisava sair de um Estado arcaico, dominado, conservador, um Estado que tinha donos, pra um Estado que está sendo devolvido ao verdadeiro dono que é o cidadão, que tem que exercer a cidadania, reclamar, inclusive do governador Wagner para que as peças se ajustem porque nós não somos os donos da verdade e nem somos donos da razão e se erros estiverem sendo cometidos o cidadão tem o dever de exigir que o seu voto seja respeitado. Acabou-se o tempo da compra de votos. O que a gente precisa ter é consciência, ética, decência e acabar de uma vez por todas com essa política de venda, de troca de voto por favores, por emprego, por telhas, por dentadura. É isso a essência do governador Wagner: o cidadão.

Vírus: Quando terminar o seu ciclo de contribuição para esse governo, como você gostaria de ser lembrado?

Brandão: Eu gostaria de ser lembrado como um cidadão de origem humilde que através do estudo alcançou os seus objetivos c de que a gente precisa mostrar a todos aqueles que não têm oportunidade que ela está aberta a todos, só basta a gente não ser acomodado, não se queixar da vida c partir pra luta porque as portas estão abertas para todos.

Vírus: O Jornal Vírus gostaria de agradecer esse tempo que você, em plena festa, está cedendo pra gente e esperar ter outra oportunidade para trocar outras ideias.

Brandão: O agradecimento é nosso, é meu, porque acredite que vindo a Miguel Calmon, como disse no início, eu estou resgatando raiz e eu tenho um profundo amor a esta terra, aos meus familiares, a minha tia Raquel, as minhas primas, meus primos e isso daí é resgatar raiz. Miguel Calmon é a terra que eu não nasci, mas adotei e estou feliz de estar aqui hoje e espero voltar muitas c muitas vezes. Miguel Calmon é a terra que eu não nasci, mas adotei e estou feliz de estar aqui hoje e espero voltar muitas e muitas vezes.

Sejamos Sinceros

Por Leandro Michel
Setembro de 2008

É tudo farinha do mesmo saco. O que sc vc na política local é a lei do mais forte, do mais astucioso, do mais oportunista, do mais demagogo, do mais distanciado da ética.

Não posso escrever que Caca é corrupto, se bem que gostaria. Os fatos associados a sua carreira política o torna um candidato de "ficha suja", um candidato multiprocessado protegido pela regra segundo a qual ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado. Isso é correto, mas também acredito que o indivíduo não pode usar essa regra em seu beneficio quando pretende ocupar um cargo eletivo. No Direito Penal, em dúvida fica-se a favor do réu. No Direito Eleitoral, em dúvida fica-se a favor da sociedade. Quando um político como Caca exibe um número de processos que evidencia um namoro aberto com a delituosidade, esse político não pode representar a coletividade. Infelizmente não foi assim que pensou o Superior Tribunal de Justiça (STJ), e mais uma vez esse povo pobre de espírito elegerá um excremento para o governar, tomando-se cúmplice de todos os delitos cometidos. Sustentando o enriquecimento ilícito e rápido dessa elite e sabendo que toda essa pompa e soberba é fruto dessa relação promíscua com o poder público local.

Caca não, mamãe! Mas Neide? Quem é Neide? Vou refrescar sua memória: Neide é cria do sistema que aí está, enquanto vereadora foi subserviente e acatou todas as medidas tomadas por Caca, nunca fez uma denúncia, nunca protestou contra nada, assinou a todos os projetos enviados à câmara. Na verdade serviu e serviu bem ao Executivo, manteve sempre o que tem de pior: sua política assistencialista, síimbolo de sua marca. Nesses anos, dois mandatos, não apresentou um projeto e até a saúde que tanto disse defender continua um descaso. Agora cm mais um gesto de esperteza lança seu filhotinho como candidato a vereador. Nada contra ele, mas não dá, nas circusntâncias é puro oportunismo. Uma tática para continuar se sustentando do poder público, afinal o osso deve ser bom. Como explicar, por exemplo, ela não ter assumido seu mandato assim que foi eleita vereadora em 2004? Agradar a quem? Seu eleitor? Não. Apenas as conveniências e comodidades de todos eles. Neide não tem moral para falar em mudanças se o sistema que temos aí hoje tem a sua profunda colaboração e cumplicidade.

Assim também se comportam o presidente e vice-presidente do Partido dos Trabalhadores local (Waldson Júnior e Sólon Rios) que numa demonstração de despreparo para a democracia não respeitaram nenhuma decisão tomada pelos filiados em assembleia. Atropelaram o estatuto do partido, ignoraram a decisão do Diretório Estadual que julgou e decidiu por duas vezes a favor do registro de candidatura própria, implodiram o partido e feriram a democracia.



Tudo porque as decisões ali tomadas (coletivamente) não satisfizeram os seus interesses. Em todo esse circo eles são os únicos palhaços, cuja maquiagem se desmancha, provando com seus atos sujos e desonestos que comandam o partido para tirar proveito dele. Como ficou provado quando o irmão de Sólon Rios, que nem aqui morava, tornou-se gerente da Cesta do Povo e agora sua nora que passou a residir aqui em março deste ano, formada em nutrição, num contrato de vinte horas dá aulas de química, história e ciências no Colégio Polivalente. Como mais cedo ou mais tarde o passado vem a tona, a doze anos atrás quando todos os grupos políticos rivais ou não se uniram em torno da candidatura de Caca, Sólon Rios só não ficou com esse grupo porque exigiu algumas secretarias caso Caca fosse eleito. Não firmada a proposta, Sólon Rios ficou fora passando então a dizer que era oposição ao grupo e que não concordava com a forma como cies faziam política. Assim, Sólon Rios sai do cenário político com mais uma derrota, esta para Bahia, e com o seu falso moralismo melancolicamente enterrado.

Como disse: são todos farinha do mesmo saco. Seus atos os condenam. Por isso mentem quando dizem representar o povo, na verdade os explora, aliás, o povo é sua maior riqueza.

Encerro com um trecho do poema de Ulisses Tavares: Meu navio ideologia encalhou quando votei, errei e meus eleitos partiram em seus iates. E estou jogado a tubarões que comem peixinhos mirrados e plebeus como eu... Já me imaginei navio senhor dos sete mares. Encalhei na realidade e me vi canoa furada. E a água continua subindo.

RS: Dedico este texto a todos aqueles que ainda acreditam na ética, nos valores, nos princípios, no bem e na fé que podemos construir um outro mundo possível Resistam!

Leandro Michel

Um olhar compreensivo sempre encontra significado e promove justiça

Por Geferson Carvalho
Setembro de 2008

Diariamente, somos impelidos a posicionarmos contra ou a favor de determinadas pessoas, grupos, situações ou interesses. Posicionar "cm cima do muro", neutro, é mais complicado do que assumir uma posição intransigente, pois quem o faz não agrada a nenhum dos lados e está sujeito a grandes dilemas. O Vírus, por ser polémico e incisivo, é uma faca de dois gumes: cria legiões de admiradores mas também legiões de opositores, que desejam a destruição dele. Resolvi posicionar-me na fissura dessa divisão, entre um c outro, neutro, como um pacificador, embora coberto de dilemas. Preciso defender a existência do Vírus como um dos poucos instrumentos, em nosso Município, cm defesa da liberdade de expressão e do direito daqueles contrários à unanimidade vigente, por outro lado costumo sofrer com seus ataques e insinuações contra a comunidade evangélica da qual participo. Sinto prazer e diversão com os insights de criatividade de alguns textos, mas não concordo com tudo o que dizem a respeito do meu pastor Samuel, de Caca e Humberto, pessoas com quem nutro uma relação de respeito e admiração. Reconheço as críticas ferozes dirigidas contra o Vírus, mas também reconheço as virtudes e a importância desse veículo de comunicação.

Reconheço excessos cometidos, mas não concordo com os argumentos daqueles que se mantêm numa atitude apenas censurável e inerte diante da sociedade calmonense.

Quando decido olhar os fatos e as pessoas pelo ângulo da compreensão e do amor, encontro significado onde muitos não vêem nada ou vêem descontrole e ruína. Quando adotamos essa postura, evitamos cair na tentação da indiferença, da perseguição, de praguejar o mal contra aqueles que julgamos serem nossos inimigos ou opositores. Quando desviamos o olhar em torno das contrariedades que atingem nossos interesses pessoais, e miramos para o direito e as diferenças do outro, sentimos seguros para fazer um julgamento mais justo e assim manter os relacionamentos estabilizados. Sinto a necessidade, neste texto, de dizer algo que conforte as partes dessa relação conflituosa: o Vírus, as suas vítimas e os seus opositores.

A introdução de um novo vírus na humanidade fatalmente ajuda desenvolver a Medicina Moderna, em termos de pesquisa científica e criação de vacinas e medicamentos. Algo aparentemente nocivo pode frutificar grandes descobertas para suas vítimas.

Uma crítica dirigida desperta uma necessidade no seu destinatário, uma necessidade alavanca a ação e a criatividade, cujo resultado quase sempre é a produção de algo novo, uma nova realidade.

Nem toda criação parece ser de todo desperdício, inútil ou tolice. Depende da visão e importância que aplicamos sobre ela. Para um suj ei to criativo, uma patética charge pode inspirar a criação de uma revista em quadrinhos. De uma simples notícia sobre moda, um ministro de fé pode esculpir um fervoroso sermão. Observar centenas de cavalos cagando as ruas de Miguel Calmon, durante uma cavalgada, em maio de 2003, rendeu um eloquente texto a Wesley Bonfim. Perscrutar algumas edições do Vírus, gerou uma colheita de dezenas de dados e referências históricas, aos escritores do livro "Retrato de Miguel Calmon -Análise Geral do Município". Dizem que um renomado fotógrafo calmonense, há vários anos, tira e junta fotos de portadores de deficiência mental que encontra nas ruas - um gesto aparentemente insignificante -na esperança de realizar o seu sonho: escrever um livro, o que poderá trazer frutos para a literatura.

O escritor norte-americano Mike Murdock, no capítulo "Reconhecimento do inimigo que Deus usará para incitar você", enumera 92 fatos que devemos saber sobre os inimigos. Quatro me chamaram a atenção: 1. "Seu inimigo é a oportunidade que você tem de revelar sua qualidade única"; 2. "Seu inimigo é a diferença entre a obscuridade e a importância"; 3. "O tamanho de seu inimigo determinará o tamanho de sua recompensa"; 4. "A única verdadeira diferença entre o medíocre e o importante é o inimigo que decidiram vencer". Numa das edições do jornal, Leandro incitou Lúcio Requião, o qual revidou. Desse combate, nos empolgamos com a produção de dois textos de uma retórica excepcional, nunca antes visto nesse pasquim.

Sem Caca e Humberto, como materiais para a produção de textos polêmicos, as edições do Vírus talvez passassem despercebidas pelo seu público leitor. Sem o Vírus, os eleitores de tais políticos não desenvolveriam paixão, depois repúdio pelos ataques dos seus detratores. Enquanto isso, do lado da calmaria das tempestades, o povo se diverte com as charges inventadas e as "bombas" lançadas contra personalidades de nossa Calmon City.

Por: Geferson Carvalho, escritor e membro da Academia Jacobinense de Letras

Sobre políticos e lobos (Crônica)

Por Marcos Catedral
Setembro de 2008

"Quando meu dinheiro acaba, até merda sobe de preço"

Eu sempre gostei de conversar com pessoas idosas, sempre fui admirador da sabedoria popular, até porque eles (os mais velhos) já passaram pelos caminhos que nós, jovens, estamos passando agora. Um certo dia, com um senhor de uma certa idade, aprendi algo interessante; ele me disse que este ano seria um dos piores anos dessa década; perguntei porque e ele me respondeu o seguinte: são três os sinais que mostram isso; primeiro: o ano entrou com a lua minguante. Segundo: é um ano bissexto. E terceiro é ano de eleição. Quer saber? Não é que ele tem razão mesmo? Tivemos uma inflação que foi a maior nos últimos 20 anos, um ano sem chuva, muitas mortes, guerras nos quatro cantos do planeta, terremotos, três eclipses, acidentes aéreos, muitas tragédias aconteceram e virão mais ainda, aguardem. E a pior de todas as desgraças: a política.

Raciocine comigo, o senhor, a senhora, eu não sei se é só eu quem não suporta esse jingles (músicas de candidatos) cada um mais inexpressível que o outro, sem pé nem cabeça, quase sempre sem métrica, puramente sem originalidade. Pensem comigo, tem coisa pior do que você querer acordar mais tarde num domingo ou num feriado quando de repente você é bruscamente incomodado pelo som terrivelmente alto passando por sua porta às 7:30 da manhã? Puta que o pariu, ninguém merece, ô... E pra você que acha que acabou por aí ainda falta um mês, é mole? Pára, pára, pára que tá feio... Eu detesto esses jingles mal elaborados e olha que eu sou político.

Ainda sobre a política em nossa cidade... é do conhecimento de todo mundo a possibilidade de saírem três candidatos a prefeito, fato que para muitos é algo inédito e sem precedente, não tão surpreendente quanto o fato do presidente do PT (Waldson Júnior) e mais alguns dos seus comparsas, burlarem artigos do estatuto, atropelarem o que foi decidido em reuniões e registrado em atas e como se não bastasse boicotaram a convenção já marcada e registrada em ata anteriormente, mas no dia seguinte estavam todos na convenção do PMDB oferecendo o seu apoio à candidata a prefeita Neide. O que é mais estranho ainda é o fato de eles (Waldson Júnior, Sólon Rios, Jesser Oliveira, Adiel e mais alguns "super seres") não aceitarem em reuniões anteriores, uma proposta de coligação com o candidato Caca já que este está na base aliada alegando não ser correto. Mas por que não? O que os difere um dos outro? Eles sempre estiveram juntos. O que os separou foram conveniências e questões de interesses próprios porque nesse covil de lobos é cobra engolindo cobra. Observem bem, caros eleitores, os filhos deles têm boas escolas e bons empregos, e os seus filhos? Os parentes deles andam de carro e vivem em apartamentos e casas boas, e os seus? E você?Não façam como os franceses que fizeram uma revolução que dividiu a história para destituir um tirano do poder e após conseguir, no outro dia elegeram outro. Pense bem, reflita. Seu voto é espada e escudo, uma arma perigosa onde o tiro poderá sair pela culatra, não tire um ruim para botar um terrível. Escolha o seu representante, pesquise o passado dele e vote certo ou você cometerá um erro que lhe assombrará por quatro anos. Lembre-se: deixar de votar num corrupto e apoiar outro é o mesmo que limpar a bunda pra depois cagar.

Afortunadamente, Marcos Catedral, artista, revolucionário e candidato a vice prefeito do PT.

Fique de olho

Por Edcarlos
Setembro de 2008

Caros leitores, estamos bem próximos das eleições e o surgimento aleatório de diversos candidatos à câmara, reforça o despreparo político do nosso município. Será que é tào bom? Que todos almejam tanto! Por isso fica mais uma vez a dúvida em quem votar.

Por isso eleitores não podemos mais viver sucumbindo a falta de projetos, criados no intuito de ajudar as classes menos favorecidas. Faz tempo que o nosso município almeja mudanças, tanto na forma de pensar como na de agir, entra ano sai ano e nada me surpreende mais. Tudo permanece como era antes. Analise as ideias e as propostas dos candidatos, veja realmente se ele tem projetos para sua rua, seu bairro e sua cidade. Cobre melhorias, exiga que ele faça . do direito público o melhor possível para termos mais orgulho do nosso município.

Infelizmente há muitos anos temos uma câmara de vereadores inoperante naquilo que se propõe. Muitos atribuem certos comentários a uma possível implicância politica. Mas não se trata disso.

O que queremos é transparência na forma de legislar, a população precisa ser respeitada, pois é ela que os elege. E muito simples Acompanhameneto fiscal. Então, caros eleitores, chegou a hora de acabar com: i tudo que há de ilegal e imoral, confirme seu voto. Tenha autoridade para exigir; .seus direitos: saúde, saneamento básico, .segurança, educação, entre outros. Se pegarmos cada item citado teríamos argumento suficiente para cobrarmos muito mais desses políticos que há mais de quatro décadas condenam e absolvem, em seus tribunais os direitos, do povo. Até quando seremos cobaias do poder que se instala em nossa cidade," poder esse que se favorece e se alastra aos seus favorecidos, ao enriquecimento ilícito. Somos nós, pessoas comuns, que pagamaos a conta no final. Por isso, 'caros eleitores, o sinal de alerta está ligado para que você tenha consciência ; naquilo que está na nossa cara e a gente finge não enxergar.

Edcarlos

Ciscando de galho em galho

Por Marcelino Pintho
Setembro de 2008

A Política é um oceano. Cada mergulho é um flash, urna fisgada. Lá encontramos de tudo ,melhor do que a Feira de Caruaru. E nesse universo de possibilidades que vamos dando pulinhos, de galho em galho, construindo nossas colchas de retalhos ideológicas, ligando, coligando e rompendo. Nestes dias cinza que antecedem às eleições, onde não se fala,pensa outra coisa, onde a diversão está garantida com tantos números e nomes, falta de propostas e discursos mirabolantes de que vão "salvar" isso e aquilo, fui salvo por uma ideia brilhante (embora não seja minha, mas em política o que menos importa é ser original) que vai mudar nossas vidas e faremos Calmon City um lugar mais justo para todos e blábláblá. Meu caro (E)leitor, nessas eleições votem em mim! Vote no Pinto! Na hora de escolher seu candidato, pense em mim, vote em mim!... Por que votar no Pinto? Por que? Por quêêêêêêêêêêêêêê?

É o único que aumenta a população. É duro. Não gosta de chatos. Sua preocupação é ficar por dentro. Conta com o apoio das mulheres. Suas realizações aparecem após nove meses. E modesto! Está sempre escondido.

Na rua anda de cabeça baixa. Trabalha em qualquer hora do dia e da noite. Não é preguiçoso. Levanta apenas com um pensamento. E pobre. Vive pendurado!Chora de prazer quando trabalha. Só fica preguiçoso após o trabalho. E pobre e simples, por isso dorme em cima do saco. E educado. Quando vê mulher se levanta. Não gosta que lhe puxem o saco.

Então? Vote em mim. Eu não sou qualquer candidato, você sabe, sou o candidato que desce redondo.

E inteiramente grátis, é só votar e relaxar. Vai, diga pra você mesmo: eu mereço este candidato. E vote com amor. Vote numa boa.

Vote pra valer. Vote no melhor. Vote no que sabe. Vote no que faz. Sim, porque os bons tempos estão de volta e o futuro é aqui. Vote, eu sou a proteção que você precisa, no tamanho exato. Olha, nunca foi tão gostoso votar. Chama os amgos, as amigas, a sogra!. Por isso, revele a estrela que existe em você: vote em mim! Eu lhe dou minha palavra! No duro!

Marcelino Pintho

Vale a pena ler e refletir

Por Vírus
Setembro de 2008

O NOSSO VOTO VALE O FUTURO DO NOSSO PAÍS, DA NOSSA GENTE, E EXPRESSA A NOSSA LIBERDADE DE PESSOAS QUE LUTAM POR DIAS MAIS JUSTOS. Sara Virgínia

Essa é ótima! Um senador está andando tranquilamente quando é atropelado e morre. A alma dele chega ao Paraíso e dá de cara com São Pedro na entrada. -'Bem-vindo ao Paraíso!'; diz SãoPedro -'Antes que você entre, há um problcminha. Raramente vemos parlamentares por aqui, sabe, então não sabemos bem o que fazer com você.

-'Não vejo problema, é só me deixar entrar', diz o antigo senador.

-'Eu bem que gostaria, mas tenho ordens superiores. Vamos fazer o seguinte: Você passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Aí, pode escolher onde quer passar a eternidade.

-'Não precisa, já resolvi. Qu ero ficar no Paraíso diz o senador.

-'Desculpe, mas temos as nossas regras. ' Assim, São Pedro o acompanha até o elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno. A porta se abre e ele se vê no meio de um lindo campo de golfe.

Ao fundo o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticos com os quais havia trabalhado. Todos muito felizes em traje social. Ele é cum-primentado, abraçado e eles começam a falar sobre os bons tempos em que ficaram ricos às custas do povo. Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar. Quem também está presente é o diabo, um cara muito amigável que passa o tempo todo dançando e contando piadas. Eles se divertem tanto que, antes que ele perceba, já é hora de ir embora.

Todos se despedem dele com abraços e acenam enquanto o elevador sobe. Ele sobe, sobe, sobe e porta se abre outra vez. São Pedro está esperando por ele. Agora é a vez de visitar o Paraíso. Ele passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando. Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba, o dia se acaba e São Pedro retoma. -' E aí ? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso.

Agora escolha a sua casa eterna.' Ele pensa um minuto e responde: -'Olha, eu nunca pensei.. O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar melhor no Inferno.' Então São Pedro o leva de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno.

A porta abre e ele se vê no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo. Ele vê todos os amigos com as roupas rasgadas e sujas catando o entulho e colocando em sacos pretos. O diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro do senador. -' Não estou entendendo', - gagueja o senador - 'Ontem mesmo eu estive aqui e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançamos e nos divertimos o tempo todo. Agora só vejo esse fim de mundo cheio de lixo e meus amigos arrasados!!!' O diabo olha pra ele, sorri ironicamente e diz: -'Ontem estávamos em campanha. Agora, já conseguimos o seu voto...' Essa tem que ser repassada. (não quebrem a 'corrente')

VAMOS FAZER ESSA MENSAGEM CHEGAR AO CONGRESSO NACIONAL

DEMOcracia

Por Andressa Nunes
Setembro de 2008

Discursos demagógicos no ar Bailando em mentes vazias Que gritam para votar E esquecem tudo no outro dia Fico feliz em lhe informar Que esta é do demo, a cracia.

Promessas nunca cumpridas Desvio de planos ou dinheiro Leis impostas e esquecidas; Pequenas ações como exagero Pisam na nação empobrecida Horário político o ano inteiro.

Dinheiro pela opinião Ou pela cabeça do oponente Rígida Constituição Que só constitui indigente Colocamos o poder na mão Sempre do mais incompetente.

(...)

Uma bandeira mergulhada em velhas Mentiras de vagabundos reeleitos Um mundo que não mais respira Para enriquecer os mais suspeitos E um voto que aos poucos vira Viagem, chantagem, novos peitos.

Dinheiro público privatizado Investido cm belos bens E o público, calado Acha que cesta básica ta bem

Um povo acostumado A ser tratado como ninguém. Levanta-te do trono da ignorância Derruba teus medos de gritar! Acaba com a eterna ânsia De cumprirem o que estão a falar Renasce, liberta-te da discrepância Adquire liberdade de votar.

E tu, ó vagabundo em terno e gravata És o culpado pela pobreza, pelo assalto Tua muralha, tua porta travada Só deixam teu erro falar mais alto Será que a população enganada Nunca vai dar-se conta dos seus atos?

(...)

Só que mesmo assim se sobrevive Nesta desigualdade sem valia Não importa o declive Ou se reclamamos a cada dia Não funciona, mas se convive... Conforma-se o demo pra piorar a cracia.

Andressa Nunes, aluna do 2° ano do Colégio Augusto Galvão, Campo Formoso.

9 Melhores Slogans de Campanha Eleitoral

Por Vírus
Setembro de 2008

9º lugar

Guilherme Bouças, com o slogan: 'Chega de malas, vote em Bouças.'

8º lugar

Grito de guerra do candidato Linguiça, lá de Cotia (SP): 'Linguiça Neles!'

7º lugar

Em Descalvado (AL), tem um candidata chamada Dinha cujo slogan é: 'Tudo Pela Dinha.'

6º lugar

Em Carmo do Rio Claro, tem um candidato chamado Gê. 'Não vote em A, nem em B, nem em C; na hora H, vote em Gê.'

5º lugar

Em Hidrolândia (GO), tem um candidato chamado Pé: 'Não vote sentado, vote em Pé.'

4º lugar

E em Pirai do Sul tem um gay chamado Lady Zu: 'Aquele que dá o que promete.'

3º lugar

A cearense chamada Débora Soft, stripper e estrela de show de sexo explícito. Slogan: 'Vote com prazer!'

2º lugar

Candidato a prefeito de Aracati (CE): 'Com a minha fé e as fezes de vocês, vou ganhar a eleição.'

1º lugar

Em Mogi das Cruzes (SP), tem um candidato chamado Defunto: 'Vote em Defunto, porque político bom é político morto!'