Ano: II / Nº 16 - Miguel Calmon, Dezembro de 2003

Universidade Brasil

Por Rafael Braim
Dezembro de 2003

Procura-se jovens que queiram adentrar no meio académico, oferecemos cursos intensivos e extensivos pra toda a vida.

Levando-se em conta a cor,a situação financeira, e àqueles em que a melanina é mais forte temos disponível uma cota, que deixa ainda, mais em evidência o preconceito,aumentando assim a exclusão social. Não é preciso mais vestibular, pois esse processo não é tão eficiente como a fila do INSS - onde aqueles indivíduos que precisam desse serviço ficam horas e horas a mercê de uma bala perdida pra aliviar a dor de uma, cegueira causada por um glaucoma uma vez que o SUS não lhe amparou não fique triste, você usará o método braile sendo que levará 2 anos e meio para se adaptar a esta realidade que é melhor que nada.

Garanto a você que aquele útero perfurado pela negligência médica, resultou num processo que será arquivado, você pode tentar reaver isso, mais manda quem pode e obedece quem tem juízo. Alguma coisa a declarar? O curso que está em alta que também é a cara de onde você se encontra é: "desnutrição com licenciatura em fome e bacharelado em morte". Duração de muitos anos até os nossos deuses descobrirem, por meio do estudo, alguma fórmula pra que você não faça "doutorado em miséria".

Atenção jovem! A escolha é sua a garantia é nossa.

Vá agora até a boca de fumo mais próxima e se inscreva num concurso de sequestro com habilitação em tráfico e com pós-graduação em corrupção, neste tempo você aprenderá a pagar propinas a policiais que tem qife comprar coletes a prova de balas, pois o governo só oferece um para cada cem, sendo que esse, está danificado, em caso de troca de tiro esse policial trocará este colete por um paletó de madeira. Jamais será punido o (governo) por esse incidente, pois a culpa não é dele, e sim do policial que estava no lugar errado na hora errada.

Afinal o que é que ele queria atendendo aquele telefonema, onde o informaram que estava acontecendo um assalto ?

Pronto jovem,mais alguma coisa a perguntar? Ah sim, já ia me esquecendo temos o curso de prostituição com análises de garotas de programa, este com duração de 4 anos ou até você contrair uma D.S.T. como a AIDS, mas não se preocupe com isso. Você concorrerá a um coquetel com várias drogas diminuindo o seu sofrimento e aumentando a adrenalina, deixando você em forma, forma de palito.E aí jovem, vai continuar ou vai desistir? Se preferir faça o curso mais inflamável no mercado: massacres com ateação de fogo a pessoas que vivem ao leu, ou dormem no ponto de ônibus". O nosso lema é: "dormiu no ponto, fogo! Asseguramo-lhes que a polícia não os repreenderá pois eles são doutorados em fazer chacinas e ocultação de cadáveres com o lema: foi em legítima defesa...

Rafael Braim.

EDITORIAL

Por Leandro Michel
Dezembro de 2003

A edição de dezembro do Vírus encerra, com brilho, o ano de 2003 e, acredito, impõe desafios para 2004.Um jornal raros que aos trancos e barrancos vem amadurecendo e se tornando mais forte. Apesar das muitas baixas estamos numa luta diária para mantermos um número de integrantes compatível com a grandeza e a importância do jornal. O clube do bolinha como éramos vistos, tem agora uma figura feminina de talento indiscutível, Maria Cristiani dos Santos Silva que chega com todo gás e dizendo para o que veio com um texto no mínimo polêmico:

Um brinde ao pobre. Realizamos uma entrevista bacana com os alunos da 8ª série do colégio Oásis procurando mostrar o que pensa parte desta juventude calmonense. Novos colaboradores, novas reflexões e novas expectativas. Lá se vai dezembro, ele sim o mais cruel dos meses. Porque ficamos todos plenos de esperanças, e me resta dizer: tomara!

Leandro Michel

Um brinde ao pobre: Saúde !

Por Cristiani Silva
Dezembro de 2003

Noite de novembro.Dirijo-me ao hospital com uma febre que não cede e uma tosse que não cessa. Na sala de espera muitas pessoas fazem o que o nome da sala sugere: esperam! Não sei exatamente que horas são, mas passa das 2lh. A minha vontade é voltar para casa,porém não aguentarei mais uma noite daquelas. Preciso trabalhar no dia seguinte. Então,espero. Chega uma emergência. O médico sai da sala onde atende um paciente e vai cuidar da criança com a cabeça cortada. Enquanto isso.outras cinco pessoas entram na sala. que parece não caber mais ninguém. Após o atendimento, o médico retorna à consulta já iniciada.

Outra emergência. Adivinhem? Ele torna sair e nós precisamos ter mais paciência. Entretanto.a dor e o desconhecimento da sua causa não nos permite esperar tanto, nem tampouco voltar para casa e arriscar um medicamento qualquer que sane o nosso problema.Talvez por isso sejamos chamados de paciente. Quando penso em reclamar, escuto uma senhora dizer:

Estou aqui desde de manhã". Perco a coragem e a paciência. Em meio a tantos doentes, apenas um profissional de plantão. Aliás.parece que tudo aqui é único: um hospital, um plantonista, e até o sistema de atendimento gratuito é único(Sistema Único de Saúde).

Poderia não estar reclamando se tivesse um plano de saúde,mas sou professor. Além do mais. isso não resolveria o problema das outras pessoas.

Isso não é um acontecimento da Pré-História, é uma narração do século XXI, numa cidade que está ampliando o único hospital local, numa obra que. ao que parece, é inacabável.

Será que alguém já pensou em mudar esse quadro? Se não for possível, melhor que a obra não acabe mesmo.

Se não há profissional suficiente nesse espaço tão restrito, o que irá acontecer num plantão no novo e imenso prédio?

Pobre é engraçado, até pra adoecer tem que ser com uma doença grave, emergência, se não pode criar raiz na ante-sala do hospital.

Se eu fui atendida? Claro que não! Começo a trabalhar às 6 da manhã. Não daria tempo.

Cristiani Silva

A derrota econômica neste final de século (Parte 1)

Por Jormélio Rios
Dezembro de 2003

"O desconhecimento de uma lei não é uma justificativa válida para se descumprí-la." Este é um princípio básico da ciência do direito, porém impossível de ser observado para as leis existentes, tal o seu número e complexidade. Uma pessoa que quisesse, realmente, conhecer toda a gama de leis a que está sujeita no decurso de sua vida, teria de gastá-la inteiramente no estudo aprofundado das inúmeras legislações em vigor. E é bastante provável que não atingisse o seu objetivo.

Uma dessas leis básicas é a que dispõe sobre o equilíbrio. Observamos nitidamente seus efeitos nos locais onde a influência humana ainda não chegou. Um ecossistema ainda não corrompido pela ação humana desagregadora sempre estará em equilíbrio. Jamais apresentará, por exemplo, uma disparidade acentuada entre o número de espécies que o compõem. Nunca se observará um dos integrantes tentar destruir o ecossistema, visando angariar vantagens imediatas para si. Não haverá lá, tampouco, alguma espécie desprovida do necessário para sua sobrevivência, tendo de experimentar "penúrias materiais". Os seres que pertencem ao ecossistema dão de alguma forma algo para o todo, recebendo em contrapartida o necessário para sua subsistência. Equilíbrio contínuo entre o dar e o receber.

Já a espécie humana se comporta de maneira diferente. Justamente ela, que com sua organização social deveria constituir um exemplo vivo de obediência incondicional à lei do equilíbrio, desprezou-a acintosamente, na mais leviana autopresunção.

No entanto, essa expectativa não se confirmou. Todas as outras espécies continuaram obedecendo a seu modo. instintivamente, as leis naturais. Mas o ser humano, o elevado ente espiritual que deveria zelar pela natureza, não deu nenhuma importância a essas leis básicas Leis que vigoravam antes do seu aparecimento na Terra. Colocou-se presunçosamente acima delas, como se não lhe dissessem respeito. Em sua inconcebível arrogância arvorou-se senhor da criação, enquanto nem cumpria seus deveres de simples integrante dentro dela.Por isso agora ele assiste, entre incrédulo e perplexo, o desmoronar inevitável de toda a sua obra falsa, erigida descuidadamente sobre um solo pouco firme.

Toda a obra humana foi erguida, por ignorância e teimosia, sobre um solo arenoso e impróprio para se edificar qualquer empreendimento. O ser humano não observou, principalmente, a fundamental lei do equilíbrio, que se constitui a base, o solo firme que suporta toda a edificação. De nada adianta se uma construção é muito bem planejada, se são utilizados os materiais mais resistentes, se para tanto empregam-se os melhores engenheiros e arquitetos. Erigida sobre a areia, ela terá de ruir cedo ou tarde. E a ciência económica é uma das muitas obras engendradas pelo intelecto humano completamente dissociadas desse princípio básico do equilíbrio.

Assistimos hoje na maioria dos países a um esforço frenético, quase desesperado, dos mais conceituados especialistas procurando controlar os múltiplos indicadores econômicos. Com admirável empenho (reconheçamos) eles tentam fazer funcionar mais ou menos bem a absurdamente complexa e instável máquina econômica que inventaram, efetuando ajustes frequentes nos vários instrumentos de controle à disposição. Com precários resultados porém.

Os números que traduzem o imenso descalabro em que está mergulhada a economia mundial neste fim de século parecem irreais de tão gigantescos, e mesmo assim continuam a crescer, como se tivessem vida própria. Por toda a parte aumenta a disparidade entre produção e consumo, entre trabalho e remuneração, entre dívidas contraídas e benefícios gerados. Macro e micro-economia se fundem num megacaos assustador, onde o desequilíbrio dá a tônica em todos os setores. E em meio a toda essa balbúrdia sobressaem os ilustres economistas, que digladiando não muito cavalheirescamente entre si, procuram cada qual impor sua revolucionária e exclusiva solução salvadora.

Diariamente vemos desfilar na imprensa os mais contraditórios e contundentes esclarecimentos sobre as causas e efeitos de desvalorização cambial, controle inflacionário, déficit público, crise bancária, inadimplência, capital especulativo, flutuação de juros, ações sobrevalorizadas, desemprego crescente, concentração de renda.

Jormélio Rios de Oliveira (jormelio@ hotmail. com)

Entrevista

Por Vírus
Dezembro de 2003

Entrevista com alunos da 8ª série do Colégio Oásis

Momento a momento, dia após dia. a juventude é uma época de rápidas mudanças. Pode ser também uma época de confusão. Um jovem pode sentir como se estivesse sozinho em meio ao deserto ou um campo de batalha. Algumas vezes poderá pensar que não pode confiar em ninguém, que ninguém o ama ou mesmo que não há razão pra viver. Ai nós "adultos", os definimos como ABORRECENTES!

O perigo maior para um jovem não são as drogas - é não crer no futuro e na sociedade em que vive. É ter medo de voar, de sonhar. Este mês entrevistamos a rapaziada da 8" série do Colégio Oásis e pegamos carona em seus "voos poéticos e pousos literários", livro recém lançado por eles com o apoio da Professora Israela, Direção do Colégio e pais.

Nesse bate papo animadíssimo, tumultuado, todos falando ao mesmo tempo, entrevistamos Bárbara, Camila, Carol, Gleyce, Mauane, Naiadi, Rebeca e Roberto chega de entretantos enfins e poréns vamos nessa!

Vírus - Além de todo o conhecimento pedagógico adquirido na escola, o que vocês levaram na bagagem, já que estão partindo agora para um novo ciclo de aprendizado?

Carol - A amizade dos colegas e a experiência de vida. Bárbara - O saber lidar e confiar nas pessoas certas.

Mauane - Algo muito importante foi que aprendemos a negociar nossos interesses.

Vírus - Pra vocês qual a melhor lembrança do Col. Oásis?

Todos - Amigos e as boas amizades que fizemos lá!

Vírus- Cleyce é novata na escola. Vem de outra cidade (Paulo Afonso). Destaque algumas diferenças da ultima escola que você estudou e o Oásis?

Cleyce - A principal diferença sentida foi em relação aos professores, o jeito de se comportar em sala de aula. O Oásis é mais rigoroso.

Vírus - Em relação ao lançamento do livro "Voos Poéticos e Pousos Literários", vocês agora são celebridades?

Todos - Não! Bárbara - Foi muito trabalhoso e um pouco tumultuado todo o processo de criação do livro, mas foi compensado. Nos sentimos realizados, apenas.

Naiadi - Foi uma experiência intensa, desde o pensar a poesia até vê-la pronta dá um trabalhão.

Mauane - O ato de criar é muito bom. O livro foi uma realização.

Vírus - Depois do livro quem irá dar continuidade ao ato de ser poeta? Todos - não temos pretensão.

Vírus - Depois de tanto tempo juntos, como vão encarar a separação?

Camila - Não tem jeito, né? É ir adiante e guardar cada momento bacana e tentar não perder contato.

Mauane - É inevitável, vou sentir muita falta de cada um da escola e sei que isso tinha que acontecer.

Bárbara - E chato pois cada um vai pra um lugar diferente...

Carol - Pra construir nosso futuro é necessário que nos separemos.

Mauane - O triste mesmo pra mim é ter que sair de Miguel Calmon.

Vírus - o que levarão do Colégio?

Rebeca - As boas amizades.

Roberto - o conhecimento.

Naiadi - saudades, muitas saudades...

Vírus - Em muitos poemas que analisamos é visível o sentimento de insatisfação, angustia, desabafo. Procede?

Naiadi - A preocupação com o mundo, ta tudo complicado então eu fico pensando como pode ser resolvido esses problemas. "Não consigo respirar/ não consigo dar um grito/ olho para os quatro lados/ e... desisto.

Carol - O livro foi a forma de mostrar pra todos o que pensamos da vida e do mundo: "Todos podem se expressar/ botar pra fora os sentimentos/ e com ajuda de um poema/ a natureza amenizar. Mauane - Tivemos a oportunidade de exteriorizar nossos pensamentos. "As culturas são diferentes/ mas o ser humano é igual/ merece um cuidado especial.

Vírus - Roberto por que "A liberdade é uma ilusão"?

Roberto - Todos pregam que temos liberdade, somos livres e podemos expressar o que sentimos, mas no dia-a-dia o que vemos é o contrário, é o "Cala a boca", "Cuidado", então acho tudo isso uma enganação. "Liberdade pra quê? Para lhe roubarem?".

Mauane - O desemprego, a violência e o capitalismo são uma forma de tirarem tua liberdade!!!

Vírus - O que vocês acham que espera por vocês?

Mauane - Tenho medo de ficar só.

Roberto - Da falta de amigos. Rebeca - Espero adaptar e fazer amigos confiáveis.

Carol - Dificuldades!

Vírus - Vamos bater um papo diferente agora, entre ficar e namorar, qual mais acontece?

Todos - Ficar!

Cleyce - Depende do namorado ou do ficante... Depende da situação. Eu prefiro namorar, conhecer melhor a pessoa.

Bárbara - A gente vai ficando pra ver se rola o namoro, entende?

Roberto - Tem dias que é bom namorar e tem outros que é melhor ficar, penso como Mauane.

Vírus - Então vocês acham que essa história de só namorar aos 15 anos é ultrapaçada?

Todos-Claro!

Camila - O pai tem que deixar a filha namorar quando ela quiser! Ele tem que confiar na filha dele!

Mauane - Depois de uma boa conversa e conselhos cada um deve saber o que quer.e o que vai fazer... Quando proíbe é pior...

Rebeca - Não existe uma data certa pra dizer quando devemos namorar. E preciso que tenhamos consciência da hora certa depois de muito diálogo em casa.

Roberto - Namorar e ficar é bom com responsabilidade, estamos vendo todo dia o que acontece com quem não se cuida! Essa história que ficou com 5 numa festa é só para se aparecer!

Vírus - Vocês acham que é importante um diálogo franco e aberto em casa sobre sexo, drogas, religião, violência...

Cleyce - Sim, mas o meu nem toca no assunto!

Mauane - Meu pai conversa sempre, me informa me aconselha.

Carol - Se o pai e mãe não esclarecem essas dúvidas, na rua tem quem explique isso tudo, né?

Vírus - Hoje em dia os jovens estão namorando mais cedo, fumando mais cedo, bebendo mais cedo, tudo mais cedo, e ai?

Rebeca - Sim, acho estranho mas acaba sendo normal, "todo mundo faz".

Bárbara - Banalizou, né?

Carol - Nos acostumamos a ver isso todo dia, então quando um faz ninguém mais se assusta!

Naiadi - È verdade, nada mais é novidade, tudo é normal.

Vírus - O que vocês mais gostam de fazer?

Bárbara - Jogar volley.

Mauane - Sair com os amigos, paquerar...

Vírus - Música, bandas...

Rebeca - Legião Urbana.

Carol - Legião Urbana.

Camila - Skank, Capital Inicial...

Mauane - Kid Abelha.

Cleyce - Nirvana, Queen...

Roberto - Paralamas do Sucesso. Naiadi - Legião Urbana.

Bárbara -Titãs.

Vírus - Quando é que seus pais ficam chatos?

Cleyce - Quando proíbem demais e sem razão.

Rebeca - Proíbem e não explicam o porquê.

Bárbara - Me prende muito e quando não confia em mim.

Carol - Quando querem me criar na moda antiga...

Naiadi - Eles pensão que todo mundo é igual, que vai ser igual a televisão...

Mauane - Eu digo: "Se não pode, me explica por que? Ai diz: "Porquê não pode e pronto", ta certo isso?

Rebeca - A verdade é que eles são ausentes e não tem tempo para dialogar...

Roberto - Proíbe demais, "não pode", "Nada disso", e não convence. Ai, pesa a autoridade e temos que calar.

Vírus - Vocês acreditam no futuro do nosso país?

Carol - Não. Tanto que o jovem é o futuro e não nos dão nenhuma condição pra chegarmos lá preparados.

Roberto - Falta uma boa educação, emprego, lazer...

Camila - O jovem não é levado a sério.

Mauane - Com esses políticos que têm em Brasília e a corrupção que há, ta difícil acreditar no Brasil.

Bárbara - Não tenho muita esperança não...

Naiadi - Eu acredito que possa mudar muito.

Rebeca - Só depende de nós. Cleyce - Só Deus sabe!

Vírus Tomé Urgente

Por Vírus
Dezembro de 2003

Noís sofre, pensa e goza! Quem acha que essa coluna é feita por quem não liga pra questões importantes da vida ta certo! Claro, mas tem umas cartinhas aqui na nossa redação de alguns leitores com suas dúvidas cruéis. Inauguro aqora a seção perguntar me ofende.

Perguntar me ofende

Por doutor Jacinto Pinto

"Sapientissímo pensador, por que ao fumar sinto vontade de soltar gases? (Silvocleilson Ananias. Bairro Stª Terezinha.)"

Bem, caro leitor, segundo o Doutor Panfúcio Sergay, que dá plantão no HGE. ao fumar ingere fumaça, que não é um gás. Ao chegar no intestino delgado, ela empurra seus mortais inimigos gases, que possuem menor poder de resistência e são liberados ao ar livre. Inclusive não se pode fumar em elevador. Esse seu problema é conhecido como o peido Malboro: um raro prazer.

"Jacinto, no caso de uma querra nuclear, o eletromagnetismo produzido pelas bombas poderia danificar minhas fitas de vídeo e meus disquetes? - (LÇucitério Silvano - Rua das Flores)"

Caro colega, eu não faço a menor ideia. Caso aconteça, no inferno eu te dou a resposta.

"Deve-se usar agulha esterilizada para injeção letal (em um condenado à morte? - (Ana Heide Darte - Rua do Hospital)"

Claro que deve, Ana! Já pensou se na hora da autópsia, o legista descobre que o finado pegou AIDS? A família pode processar o estado por infeccionar o morto o que, segundo o parágrafo 16 do Código de Defesa do Consumidor, é crime inafiançável.

Segundo a Lei "todo morto tem o direito de morrer matado ou morrido. Ou um ou outro. Não dá para ser as duas coisas ao mesmo tempo. "Metereológico Doutor Pinto, gostaria de saber se vai chover amanhã. (Pérsio Cruziante de Aragon - Av. José Otávio de Sena)"

Meu caro Pérsio, essa questão de chuva é muito complexa. Depende, claro, de onde vc esteja interessado, ou não que chova. Na Bahia, por exemplo, não vai chover amanhã. Em São Paulo, não vai chover ontem, no Rio de janeiro, também pode ser. No Ceará nem pensar. Mas vai chover em Seatle e ocorrerá uma leve tempestade no Alabama. Com ventos de 300 km/h o que, provavelmente provocará a morte de centenas de pessoas. Mas isso não é de nossa conta. Americano também deve morrer. Eu pouco me importo com chuva, pois não tenho plantação de nada, não estou preocupado com o apagão e nem tampouco vendo guarda-chuva.

"Santificado Jacinto Pinto, Papai Noel existe?" (Zé Trincheira - Rua Ismael Miranda) Você acha que panetone existe? Eperu? Caviar? Vinho fracês? Escargot? Fidelidade partidária?já viu cabeça de bacalhau? Político confiável? Já viu o Lombardi? Dirigente de futebol honesto? Sim, Papai Noel existe na mesma proporção que o Brasil vai sair do buraco.

PS. Acabo de ler na INTERNITGHT que acabaram de roubar o buraco que o Brasil tava enterrado. E agora? Eprenderam um Papai Noel bêbado e desempregado no Iraque e tão dizendo que é o Saddam...

Nota da Redação
Caso você tenha uma dúvida cruel nos envie o oráculo Jacinto Pinto vai responder com todo prazer. Até o mês que vem.

O "enviado do demônio"

Por Leandro Michel.
Dezembro de 2003

Nasci em 1973, período em que a ditadura militar, através da tortura, reprimia as liberdades individuais. Meu pai praticamente não conheci. Tinha apenas dois anos quando um motorista de ônibus subiu na calçada em que ele estava, aguardando o momento para atravessar a rua e pegar o carro estacionado. Era fim de tarde, final de expediente e o fim da possi bi 1 i dade de ter um pai de fato. Teria tido muitos motivos para reclamar da vida, mas hoje, depois dos meus 30 anos, percebo como minha mãe superou todas as expectativas. Desconheço alguém com mais fibra, caráter, coragem e imaginação para conseguir a sobrevivência. Deu-nos do possível o melhor, principalmente os ensinamentos para a vida. Sou hoje o que ela, como PÃE, me proporcionou e a ausência da figura masculina na minha criação tomou-me um homem com mais sensibilidade. Minha infância foi construída em Belo Horizonte, cidade que sonho e alimento a vontade de voltar a morar um dia. Tomara que seja em breve. Meus amigos de infância, o tempo e a distância se encarregaram de absorver. As dificuldade acabaram nos trazendo à Miguel Calmon e as amizades, paqueras e namoros, me levaram a um acampamento evangélico, logo no ano em que aqui cheguei, onde acabei me convertendo a um Deus que me apresentaram , mas que não existe entre eles. Nessa sensação de conversão procurei um Deus real, forte, que se manifesta concretamente como lia nos livros do Novo Testamento. Uma busca em vão porque não há mais esse Deus. Tudo é uma farsa, encenação, mentira, uma hipocrisia cruel. O Jesus dos evangelhos preocupado com os mais fracos, oprimidos, que compartilhava a dor e a alegria, o Jesus que desafiava o poder com seu ideal de justiça e por isso foi perseguido e assassinado em nada se compara ao que vocês, evangélicos, pregam, fazem e são. Não precisamos ter uma visão perfeita para percebermos que vocês não estão do mesmo lado em que Jesus esteve, o lado dos que sentem toda espécie de dor. Vocês não são identificados nos asilos, hospitais, presídios, ruas, praças e não estão engajados em qualquer movimento social... mas lá estão vocês entre as quatro paredes, nos seus templos suntuosos, imponentes. Os donos da verdade, os únicos salvos, os escolhidos, os que não se misturam pois são tão superiores que não se sentem confortáveis entre aqueles a que chamam de "irmãos" na fé, já que a marca da sua igreja e a estrutura de seus templos os separam. Eu enojo essa gangue evangélica que de bem feito só barganham a fé e apontam os defeitos das outras igrejas, principalmente a católica.

Vocês me fazem duvidar que resta qualquer fé que seja válida. Agora, depois de tantos serviços prestados pela "comunidade evangélica " para salvar essa sociedade agonizante, com trabalhos realizados no combate as drogas, o álcool, prostituição infantil, educação sexual, alienação político-social, a desestruturação familiar, a violência em todos os sentidos... terão como premiação inédita, a criação de um feriado só para vocês. Afinal de contas, os católicos têm tantos e nas cidades em que o feriado foi implantado "Deus" passou a abençoá-las muito mais, como foi pronunciado pelos pastores numa das sessões da Câmara. Agora, nada foi mais estarrecedor do que colocar como exemplo de nação cujo Deus é o Senhor, os Estados Unidos (colocação feita pelo pastor da igreja Assembleia de Deus Madureira). Já não bastavam as barbaridades que fala na rádio Canabrava, me apresenta agora esse Deus norte-americano. Era o que me faltava, santa ignorância! Depois não querem que eu os chamem de alienados. Tal projeto mascarado como vindo das igrejas evangélicas, na verdade foi uma ideia asnática do vereador Salatiel. Um projeto meramente eleitoreiro, tanto que foi apresentado agora, às vésperas das eleições, para tentar salvar o seu futuro mandato, já que o atual foi um total fracasso. Agora eu me pergunto: quantos quadrúpedes são necessários para aprovar um projeto como esse? Por que se omitiram os comerciantes? Os vereadores aprovaram para barganhar votos e será que os comerciantes se omitiram para não perderem os consumidores evangélicos? Resta-nos agora curtir os feriados sequenciados dos dias 28 e 31 de outubro e 2 de novembro. Isso é que é progresso! Será que o Legislativo está no rumo certo? O maior compositor e cantor do rock nacional, Humberto Gessinger, do Engenheiros do Hawai, compôs uma música que diz o seguinte: "Onde estão os caras que pregavam no deserto? O deserto continua lá. Onde estão os fatos? Onde estão as provas? As boas novas eram só boatos?" P.S. O título do texto "enviado do demónio" é em lembrança a senhora evangélica que, ao discordar do meu pronunciamento, na Câmara, assim me chamou. No mais, divirtam-se com esse Natal hipócrita que vocês comemoram tão bem e espero que Jesus dê uma passadinha por aí.

Leandro Michel.

Mentiras e verdades sobre o álcool

Por Vírus
Dezembro de 2003

1 - O USO CONTÍNUO DO ÁLCOOL PODE LEVAR AO USO DE DROGAS MAIS PESADAS ?

► Não,o álcool é a mais pesada das drogas, apenas uma garrafa de cerveja, pesa cerca de 900 gramas. 2- A

2 - CERVEJA CAUSA DEPENDÊNCIA PSCOLÓGICA ?

► Não. 89,7% dos psicólogos e psicanalistas entrevistados afirmam que preferem whisky.

3 - MULHERES GRÁVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO ?

► Sim. Está provado que nas blitzes da polícia, eles nunca pedem pra fazer o teste nas gestantes...E quando elas têm que andar em linha reta, os guardas acham que ela está torta pelo peso da barriga.

4 - CERVEJA PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS?

► Não. Uma experiência foi feita com mais de 500 motoristas: foi dada caixa de cerveja para cada um, e, em seguida, colocaram um por um diante de um espelho. Em nenhum dos casos,os reflexos foram alterados.

5 - EXISTE ALGUMA RELAÇÃO ENTRE BEBIDA E ENVELHECIMENTO ?

► Sim. A bebida envelhece muito rápido.

Para se ter uma ideia, se você deixar a cerveja aberta em cima da mesa por muito tempo sem um acondicionamento especial.ela perde o seu sabor em aproximadamente quinze minutos.

6- A CERVEJA ATRAPALHA NO RENDIMENTO ESCOLAR ?

► Não,pelo contrário.Alguns donos de faculdade estão aumentando suas rendas com a venda de cervejas nas proximidades de bares universitários.

7 - BEBIDA MATA?

► Sim. Anos atrás, soube-se que um rapaz, ao passar pelas ruas. foi atingido por uma caixa de cerveja que caiu de um caminhão, levando-o à morte instantânea.Além disso,casos de infarto do miocárdio em idosos têm sido associados às propagandas de cervejas com modelos gostosas.

8 - O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES ?

► Inúmeras pesquisas vêm sendo feitas por laboratórios de renome.Todas indicam que em primeiro lugar estaria o garçom.

9 - A CERVEJA CAUSA DIMINUIÇÃO DA MEMÓRIA ?

► Que eu me lembre não!

Santa Casa de... MISERICÓRDIA!!!

Por Samuel de Carvalho
Dezembro de 2003

A cada dia que passa as pessoas lutam mais pela própria sobrevivência do que por qualidade de vida. Em nosso município, como em qualquer lugar, as pessoas chegam ao hospital à procura de amparo, de cuidados maiores que já não puderam ter em casa. Porém, nem sempre encontram o que procuram. A frieza e a indiferença estão sendo confundidos com calma e serenidade. As pessoas preferem ser frígidas e amargas a serem cordiais e dóceis.

Estamos num mundo em que, nas. relações entre as pessoas, tudo se faz para evitar o contato no seu sentido literal, uma vez que o mesmo tem acontecido de forma rápida, artificial, distante, profissional. . . Médicos tratam doenças, não doentes. Pessoas são referidas por número, não por seus nomes. Deparamo-nos com um mundo estatístico, em que quantidade supera qualidade.

Hospital Pe. Paulo Felber, 14 de novembro de 2003,8:00 h da manhã. Ali estávamos, em número de aproximadamente 15 pessoas, sendo que a maioria já fazia-se presente desde as 6:00 h. Aguardava-mos ansiosos no batente do hospital e posteriormente na sala de espera pelo inicio de exames ultra-sonográficos ao qual íamos nos submeter. Alguns, inclusive idosos, encontravam-se debilitados por passarem a noite evacuando e estarem em jejum para realização dos exames.

Após termos nossas fichas recolhidas e dispostas em ordem de chegada, submetemo-nos a um longo período de espera até que uma senhora, que padecia em virtude da demora, perguntou a que horas começaria o atendimento. Neste momento, já com uma hora de atraso, fomos informados que. provavelmente, não haveria a realização dos exames.

Ficamos surpresos, descontentes e quando questionamos a situação, alegando que a não realização dos exames constituía um ato desrespeitoso, fomos bombardeados pela certeza de que não haveria exames (no entanto, os mesmos já estavam, há muito tempo, marcados). Primeiro porque o médico teve que resolver um problema para sua mãe. Segundo porque o mesmo estava doente. Como se não bastasse o teor da notícia, fomos tratados grosseiramente, sem o mínimo de ética profissional e bom senso. Salvo uma "boa alma" que tentou contornar o vexame e, da melhor forma, solucionar o problema.

Confesso que em alguns momentos cheguei a me perguntar quem verdadeiramente estava precisando de tratamento, se nós ou "eles". É lamentável saber que, mesmo possuindo excelentes profissionais da saúde, o hospital de Miguel Calmon persiste em graves problemas que colocam em risco a saúde do povo calmonense.

Espero que não precise, mas caso surja uma necessidade, quero poder contar com os serviços do nosso hospital e não com o de Jacobina, como me foi sugerido pela funcionária, uma vez que Miguel Calmon é a cidade na qual me criei e que tanto amo. Peço que reflitam sobre a extrema necessidade não só de uma reforma física, a qual já esta sendo concluída, mas, principalmente, de uma "reforma humana". Quem sabe cursos, palestras, seminários... até tratamento médico, porque não? Lidar com gente é algo muito complexo, principalmente quando se trata de pessoas "especiais". Doentes precisam de ajuda, não de problemas. . .

Samuel de Carvalho Silva Estudante do sexto semestre do curso de Ciências Biológicas na UNEB - Campus VII, Sr. do Bonfim.

Quanto mais eu leio, mais eu fico doido... pra ler mais!

Por Marcelino Pinto
Dezembro de 2003

Você já se sentiu boiando num bate-papo? Que seus argumentos são rasteiros, superficiais e desnutridos? Que as tuas respostas se limitam a:

- Só!.

- Sim.

- Não.

- Concordo.

- Não concordo.

- Discordo.

- Pois é.

- Meu Deus !

- Hã !Ho! Ha !

- Eu acho ! Não acho !

- É mesmo ?

- E foda,né ?

- Porra ! Caralho !

Também já sentiu um pingumho de inveja daquele cara que "sabe tudo" das coisas que acontecem no mundo,na política, artes e etecétera e tal? Pois é, seus problemas acabaram ! Visite a BIBLIOTECA VILMAR JOSÉ DE CASTRO, lá na Igreja Católica ! Porque você manja que "quanto menos o povo ler, melhor agirá a cleptocracia nacional, uma máfia junto a tantas outras que deveram o Brasil século após século". Como afirma o crítico literário Léo Gilson Ribeiro, e essa máfia te quer ignorante, inoperante, alienado e bocó. Ziraldo alfineta a campanha realizada pela Rede Globo,que afirma "LER É UM EXERCÍCIO", Ziraldo Maluquinho Rebate: LER NÃO É UM EXERCÍCIO LER É UM PRAZER ! E não me venha me dizer que não tem tempo, que trabalha o dia todo e o escambau,ler é igual a namorar,a gente sempre acha um lugar e um tempinho. Quer uma dica? Então,quando você for cagar leva um livrorevista ou o Vírus. É isso aí cagando e lendo, lendo e cagando... Vivemos numa sociedade predominantemente visual e também preguiçosa, quer m um exemplo? Então toma: o último filme que você viu foi dublado ou legendado?

Você lê bula de remédio? Receita de bolo? - Ah, bota aí umas 500 gotas que passa...

- Sei, lá deixa uns 15 dias assando pra ver se doura... Agora se você é do time NÃO LEI FUTEBOL CLUBE e prefere as informações mastigadas da Miriam Leitão,vou te dar uma dica bacana: Quando você estiver numa conversa entre amigos e ou des(conhecidos) e não estiver entendendo porra nenhuma, coloque o dedo indicador perto da nuca e o polegar embaixo do queixo e fique com o olhar sombrio, taciturno.Cruze as pernas e fique balançando a cabeça. E batata, má pinta de intelectual ! Agora se te perguntarem algo, diga: - E preciso analisar as conjecturas, pois essa autodestrutividade caótica,sadomasoquísta lancinante e paranóica da pós-modernidade requer uma reflexão mais apurada. Que profundidade... Porém se você quer algo concreto e palpável,sugiro alguns títulos que poderão mudar a tua vida e te farão uma pessoa mais CULT.

• O apanhador no campo de centeio, J.D. Salinger.

• A metamorfose,Kafka

• O velho e o mar, Hemingway

• Sagarana, Guimarães Rosa

• O primo Basílio,Eça de Queiroz

• O quinze, Raquel de Queiroz

• Os miseráveis, Victor Hugo

• O evangelho segundo Jesus Cristo, Saramago

• Grande sertão: Vere-das,Guimarães Rosa

• Banquete com os Deuses, Luis Fernando Veríssimo

E o que é melhor: DE GRÁTIS! PASSA LÁ, FAZ TUA CARTEIRINHA, DELICIE-SE COM ESTES AUTORES E TENHA ORGASMOS INTELECTUAIS, AFINAL DE CONTAS LER É UM PRAZER!

Marcelino Pinto.

Te amando

Por José Carlos Morais
Dezembro de 2003

Saberia eu dizer que já amei se tivesse
tido momentos ao teu lado
E receber o teu afago seria um dos meus
preferidos prazeres
E ouvir os teus dizeres aumentaria o
meu desejo
De estar sempre ao lado teu.

Simplesmente não contaria os dias Teria a certeza de que ao nascer do sol O dia mais feliz da minha vida se constituiria
Se ao seu lado eu estivesse

Maravilhado ficaria se ao olhar teu rosto
Visse o brilho dos teus olhos
E tua boca sorridente querendo toda
carente
Compartilhar tua alegria
Oh, meu amor!
Teu nome é felicidade
E não há pior saudade que ficar longe de ti
Tu es sabedoria
Pois eu,sábio não seria se nas noites mais sombrias
Os teus claros pensamentos eu deixasse de ouvir.
Grandioso,assim eu me sentiria
Se tu tirasses a minha inquietude
Desse-me a virtude e com tua magnitude
Encontrasse o equilíbrio que fizesse
De mim que sou rude
Um ser culto para te amar até o fim.
Ah ! E saber que tu existes
Traz a mim felicidade
Com toda possibilidade
De acabar esse vontade
De buscar a tua imagem
E conhecer a tua face.
Eu sinceramente gostaria que tu me agredisses
Com um abraço que ferisse
Todo esse meu corpo triste que ficou
longe de ti
E que agora sente todo o teu calor
E antes que nossos lábios se encontrem
Te toco, é verdade, te digo:
Sempre estive te esperando,
Te amando.

José Carlos Morais (chacal)

Liberdade é ilusão

Por Roberto Gallo
Dezembro de 2003

Uma agulha no mar
No céu, uma estrela desaparecendo
No coração, um amor sumindo
Vontade de achar paz na guerra
Achar alegria na tristeza
Procurar o possível no impossível
Conseguir o que ninguém consegue.
O ser é uma pessoa morta
Morta de tanto tentar
Tentou e não achou.
Dentro de nós uma grande dúvida
A liberdade é assim?
Nunca será conquistada?
Perguntas sem respostas?
Liberdade para quê?
Para lhe roubarem

Queria ela, mas não posso,
Mesmo não querendo,
Liberdade é ilusão.

Roberto Gallo

Sem ela na minha vida

Por Gilmário da Silva Dias
Dezembro de 2003

Vivo entre dor e agonia Nunca tive alegria Não tenho amizade no dia a dia Tudo passa no passe de magia

Nunca tive amor de verdade Mulheres parecem falsa liberdade Sei mesmo que tem dignidade Nessa vida de tudo parece maldade

Tem momento que não sinto prazer Não tenho graça sem você Mesmo disse que não quer me ter

Porque aconteceu isso comigo Sofrer esse grande castigo

Adelha sem você a minha vida não Tem sentido

Autor: Gilmário da Silva Dias